terça-feira, 28 de maio de 2013

Pedalada 4 - Na chuva

O problema de ter meta de pedalar é que tem que pedalar! E sabe que a previsão do tempo, ou a confirmação da chuva, passam a ser objeto de desprezo. Sentir frio e se achar miserável é parte do negócio! Que delícia! 

Estou sem luz para a bike. Já era perto das 17:00 e não tinha tido tempo de pedalar. A chuva chovia e eu pedalava. Quase um ato Drumoniano. Saí na chuva e fui em frente. Ontem fiquei das 06:20 às 23:30 no ar direto, sem poder pedalar. Ah não! Eu tenho meta! indo! (já serviu para alguma coisa, não é?)


Saí pedalando e logo cheguei na chácara flora. Descobri que a região é excelente para se pedalar. Os carros  estavam respeitosos (milagre!) com exceção de uma mulher em um focus prata que ficou buzinando para eu sair da frente. Só tinha a calçada para eu ir... era isso que ela queria? rss


Exagerei no agasalho. Uma camiseta e outra de manga comprida com um corta vento. Esquentou demais, mas foi bem.

O desafio começou (24/05/13) com o
odômetro do Cateye, que
tem um ano,  com 1.260 km. 

30.22 km, devagar, quase duas horas, uma chuva fina. Muita água no chão. Acima de 20 km o pneu jogava água do asfalto no rosto, ficava chato. Então pedal mais lento e constante, com bastante subida. E assim foi! Agora só falta um pouquinho! 




Donde vem: http://www.tempoagora.com.br/previsaodotempo.html/brasil/SaoPaulo-SP/



Pedalada 3 - ciclovia de Domingo!

Domingão e aparece a Bibi querendo pedalar (uau, este blog já está rendendo pedaladas com a minha mulher, uaus!)

Saí uma hora antes e peguei o trecho do campo belo na Av. Água Espraiada. Dica: MELHOR TRECHO PARA QUEM quiser pedalar um pouco mais "solto". Muito bom! Deu 17 km em 45 minutos. Voltei para casa e saímos os três, Erik, Bia e eu. Ian estava com dor nas costas e foi estudar.


Pedalamos mais 33km. O dia estava lindo. Logo logo vai rolar uma reportagem sobre a ciclovia. 


O bacana é que dá para pedalar, comer pastel, tomar um café no Starbuck, ver lojas de automóveis antigos, encontrar gente bacana, sentar em uma praça e ver o movimento, rever a cidade de um ângulo novo. A ciclovia no verão fica super lotada. No inverno é mais devagar um pouco. Recomendo sempre!


No mapa dá para ver toda ela, menos um trecho importante da zona norte que ainda não conecta com a maior parte.  Donqueveio: www.ciclofaixa.com.br






Total, 50,1  km, faltam apenas ... 49.890!!!






domingo, 26 de maio de 2013

Roteiro: Mendoza, Ar, boa comida, visual impressionante, bom vinho e a Bibi!

Pedal e vinho! Viva Mendoza!
Uma excelente surpresa!
A quem estiver lendo! Se quiser saber a história do pedal todo, é só ler o relato abaixo! Se quiser uma visão feminina-gastronômica, então clique aqui! Boa diversão!


Era meio de Setembro e a Bibi resolveu que merecíamos uma viagem de aniversário de casamento de presente. Então trouxe um daqueles prospectos de pedalada no exterior (ela queria mesmo me convencer a ir!).
Assim que li assustei! O valor de 4 dias, 5 noites era muito alto. Li com atenção e não entendi o motivo de tanto dinheiro, mas  gostei muito da idéia da Bibi! Vamos! Mas vamos fazer um roteiro nosso. Um roteiro que nos leve às bodegas e lugares que queremos conhecer. Vamos pesquisar! Rapidamente compramos as passagens, para garantir lugar no avião, na véspera do aniversário de casamento!

Aí foram dois meses de pesquisa e "escolhe-desiste-re-escolhe" até fecharmos o roteiro. A Bibi marcou tudo em uma planilha, que ficou ótimo, garantindo a organização da nossa aventura! O Adriano,  um amigo ajudou a escolher ótimas Bodegas.



Primeiro desafio foi em relação às bikes... todo mundo dizendo para alugar bike lá, mas quem pedala (e é gamado em bike...) sabe que bicicleta é como escova de dentes... Começava assim o trabalho de  embrulhar as bikes para a viagem.

Compramos dois malas bike, mas trata-se de uma mala de lona, sem proteção. Algo que iria durar tanto no avião quanto brigadeiro em festa de criança. Passei duas horas embrulhando as bicicletas, para não ter perigo de estragarem.

Ficou ótimo. 20 kg cada embrulho de bicicleta, mais uma mala cada um que não somavam 12 kg. Tudo certo e vamos para o aeroporto!

Chamamos um taxista que sempre nos atende com uma Zafira, vai sobrar espaço, certo? Não! Surpresa número um: o carro é a gás. Aperta daqui, aperta dali, embrulha a Bia no banco traseiro entre bicicleta e mala e vamos embora!
Abaixo nossa chegada no aeroporto!


Chegamos no check in! Surpresa número dois! Voo no Mercosul não é considerado internacional! O máximo de peso que cada um poderia levar é de 20kg. Tínhamos mais do que isso em bicicleta+proteção de bicicleta cada um! Ok, paga-se extra. Com um bico que ia daqui a Buenos Aires, pagamos e embarcamos.

A chegada foi espetacular! Tivemos que pegar dois táxis para sair do aeroporto e ir para o hotel. A surpresa é que o preço do táxi em Mendoza é muito baixo. Deu tudo super certo. Eram umas 20:30 e resolvemos colocar tudo em ordem, desembrulha, monta, arruma. Um baita cuidado, pq fizemos isso dentro do quarto do hotel. Imagina a alegria do Gerente!


Indo para o quarto, transformá-lo em oficina


Começo da transformação, quarto -> bicicletaria


Transformação completa!  Agora eu estou feliz!!!


Bikes sobreviveram sem nenhum problema! Quase 6 kgs de papelão, plástico bolha, suportes de freio, etc...


Lá pelas 21:00 rolou um terremoto, coisa de mais de 5 pontos, mas nem sentimos. Ficamos sabendo só no dia seguinte. Que bom, aventura sem tomar susto!

Agora cama, que amanhã tem pedal! Oba!


DIA 2

42 km de pedal, sem subidas, metade em ciclovia, passeio de dia todo, visita a duas bodegas. Excelente! Nível 3 (quer saber o conceito de nível, clique aqui)



Saindo para o pedal
Para o dia 2 estavam programadas duas visitas à bodega e um jantar no restaurante preferido da minha mulher. A primeira Bodega é a Lagarde. São 22 km do centro à Bodega Lagarde (Atenção! Tem uma ciclovia em Mendoza, de excelente qualidade, embora o trajeto seja curto) e depois 6,5 km até da Lagarde até a Bodega Alta Vista, depois 16 de volta até o hotel! 

O interessante é que todo o percurso é ligeiramente em direção da cordilheira, assim saímos da altitude 750m e fomos até a altitude 820m. Ligeira subida na ida e ligeira descida na volta! Perfeito!

Os passeios foram excelentes. 

Do centro para a Lagarde teve três etapas, beeemmm diferentes. Primeiro passeamos pelo bairro mais ao norte da avenida principal da cidade. Andamos tendo a Cordilheira como referência, indo em direção à ela algumas quadras. Sabia que por ali chegaria no início da ciclovia (é só perguntar no centro da cidade que indicam. Super fácil de chegar). Este passeio até a ciclovia foi muito tranquilo. Passamos por bairros residenciais, o dia estava lindo, as árvores de plátano eram encantadoras. 
Ciclovia em Mendoza, ligeira subida
para quem está se afastando do centro.


Rapidamente entramos na ciclovia. Quase da largura da ciclovia do Rio Pinheiros aqui em São Paulo, com piso excelente. 

Embora a ida fosse ligeira subida pedalamos sem nenhum problema e chegamos rapidamente até a terceira parte da nossa ida, que era pedalar na Ruta 40. Foi aí que a dificuldade começou. Sem calçada e sem acostamento! Como pode? Quando existia um pedaço livre  entre a estrada e as casas ou comércio era com chão de pedregulhos. As bikes pesavam um milhão de kilos e ainda ficavam dançando. Eu olhava para a Bibi e pensava comigo que um tombo dela ia gerar um mau humor gigante (acreditem, dói mais do que os machucados...).


Altar a céu aberto.
Uma paixão de cristo apresentada
de forma belíssima!

Para aliviar passamos em um lugar muito bonito com um altar católico e a paixão de cristo em afrescos ao ar livre. Paramos para uma oração e para agradecer o quão felizes somos, com nossas famílias e nossas vidas.


E então voltamos a pedalar. As pedras seguravam, os carros passavam perto e rápido demais. Não tanto por falta de educação (na média o trânsito é melhor do que o aqui de São Paulo) mas por falta de espaço mesmo. Ou seja, se você estiver pensando em fazer a rota do vinho de bike, lembre-se de levar uma boa dose de bom humor e ânimo, pq tem estes trechos chatos...

E chegamos na LAGARDE! Se quiser saber do vinho e do almoço, então leia aqui a visão gastronomica do passeio!


Chegamos! E valeu a pena! Lugar bonito, passeio light, bom atendimento, vinho e comida! Totalmente recomendado! Não se esqueça de fazer reserva.

Foi chegar na Lagarde e começou a chover. Passaram-se 10 minutos o céu estava azul de novo! Assim é Mendoza. Lembre-se de estar preparado para chuvas repentinas, com possibilidade de granizo... e terremotos... o paraíso!!


Da Lagarde fomos para a Alta Vista, que fica voltando para o centro, a 6,5 km de distância. Passa que o endereço da Alta Vista é mais difícil de encontrar. Mesmo com o GPS não chegamos lá tão facilmente. Quando chegamos na região tinha umas quebradinhas mais difíceis. Então perguntamos para umas quatro pessoas até chegar. Valeu a pena! A casa é linda e o atendimento é muito bom!

A volta foi evitando a Ruta 40, vindo por vicinais até a ciclovia. É intuitivo. A maior parte das ruas são retinhas (dá para ver no google earth). Foi um pouco melhor do que a Ruta 40, mas as ruas também são de velocidade mais alta e sem acostamento. O que salva é a educação da maior parte das pessoas. PEDALE COM CUIDADO, de qualquer forma! Finalmente chegamos na ciclovia, e aí, como esperado, foi ladeira abaixo!


DIA 3

Passeio no Parque San Martin. Passeio de 5 horas. 25km rodados, dos quais 18 dentro do parque. Com subida. Nível 2. (quer saber o conceito de nível, clique aqui)

Importante: Leve água em abundância,  pelo menos 300 ml por hora. O clima é seco demais.


Entrada do Parque
O parque está a poucas quadras de distância da Av. Belgrano que é a principal avenida do centro da cidade. Trata-se de uma pedalada das mais simples e bonitas que se pode fazer. 

Dentro do parque o piso é excepcionalmente bom, as bikes fluem deliciosamente. As avenidas são largas e não encontramos multidões  ou aglomerados de pessoas. 




Vista da entrada do parque. Daqui distribuem-se várias opções  de passeios. Há, seguindo pela avenida principal, à esquerda de quem entra, um host serviceque pode dar indicações de passeios.




No Rosedal
Toda a parte central do parque é asfaltada, com obras de arte a céu aberto e um lindo rosedal. Foi no rosedal que conhecemos um senhor de 84 anos de idade que é agrônomo e ajudou a formar alguns importantes vinhedos da região. Falou - não! - palestrou sobre a argentina por mais de hora. Que experiência fantástica!


Dentro do parque há opções de alimentação, mas são caras. Levando em consideração a distância até o centro onde se come uma boa empanada com vinho honesto, deixamos para comer depois.


O passeio mais bonito de todos foi a subida do Cerro Gloria. Há quase 1.000 metros de altitude, com uma vista espetacular A foto ao lado mostra a vista no meio do caminho.

São mais ou menos 200 metros de desnível, mas a temperatura é amena e há poucos trechos muito íngrimes.

Vale a pena esta subida! No alto está um monumento a San Martin que deve ser uma das obras de arte mais bonitas de toda a América! Reserve umas duas horas apenas para este passeio. 




Além disso há vários cantinhos interessantes para se explorar. Trilhas entre as árvores, com pássaros cantando e um ar puríssimo.



A volta do parque é... descida! 


Em poucos minutos chegam as empanadas! 




Empanadas!!!


Depois fizemos um city tour até o aquário da cidade (desistimos de entrar quando chegamos, não é um bairro totalmente convidativo e não tinha onde deixar as bikes com segurança), visitamos algumas lojas de bike (conte com elas para o básico apenas). 

Andamos pelas praças da cidade. Veja no google ou em algum guia. São lindas. Devem ser visitadas. 


DIA 5 ...não, não falta o dia 4, é que neste não teve pedal...

Passeio de carro até o pé do Aconcágua (220 km de Mendoza), com subida de carro até o Cristo Redentor e descida de BIKE! Descida é fácil. Passeio nível 2 a descida. Subida é 5, pois, apesar da curta distância o solo é difícil de pedalar em alguns trechos e a inclinação é forte em outros.



O passeio vale totalmente! Veja que a região tem muitos lugares para se fazer um pedal mais forte. Vale ir para lá e ficar mais dias. Porém não podíamos fazer isso, então investimos um dia para conhecer.

O Cristo Redentor é um monumento entre o Chile e a Argentina. Pode-se subir pelos dois lados. Escolhemos subir pelo Chile, pelo visual. Depois fomos a pé até o pé do Aconcágua, mas isto é outra história.

O vento na região do Cristo era tão forte (acima de 50km/h) que tive que pedalar na descida. A bicicleta chegava a parar!
Para piorar, tinha esquecido a bomba no quarto do hotel e o pneu começou a esvaziar. A sorte foi encontrar uma turma subindo (baaaiiitaa escalada) e eles tinham bomba. Para eu não me sentir newbie demais com a situação um dos ciclistas estava sem... casaco! O cara ia congelar. Não ia subir. Tirei meu corta vento e dei para ele, que tentou dar a bomba em retribuição. Não fazia sentido. Ele no começo de uma viagem e eu terminando. Ele ia precisar da bomba. Custou um casaco, mas ganhei um amigo. Trocamos email e vamos marcar uma pedalada internacional qualquer hora!






Passeio espetacular. Se quiser uma aventura, prepare-se para cruzar da Argentina para o Chile. Não é difícil de organizar. Boa Viagem!





sábado, 25 de maio de 2013

Grupos de Pedal: Noturno e Outros!

Todos os dias tem pedal noturno! Além disso várias vezes por mês acontecem eventos de pedal.
Pedalei com vários deles. Abandonei alguns. Fiquei fã de outros grupos. Este mundo é muito bacana e não tem certo ou errado. Tem a turma que você vai gostar mais. 

Separei os passeios por nível, baseado em minha experiência e no que os grupos dizem sobre os passeios, posto que não pedalei com todos que estão aqui.


Nível 1: Nível de entrada> Você sabe se equilibrar bem, sabe minimamente usar o equipamento (marchas) e conheça regras mínimas de trânsito (Quer ler sobre trânsito, clique aqui!). Indicado se sua meta é de até 20 km em uma pedalada.


Nível 2: Nível básico> Você já se conhece em cima da bike. Você já sabe trocar as marchas bem e com a antecedência necessária. Você já não fica no final da fila do pessoal básico. Este nível é o indicado para a maioria das pessoas. Indicado se sua meta é de até 30 km em uma pedalada.


Nível 3: Intermediário> Você aguenta e tem vontade de aguentar uma kilometragem superior aos 30 km com subidas mais fortes. Indicado se sua meta já é a de superar os 50 km em uma pedalada.


Nível 4: Nível avançado> Você tem prazer em pedalar. Gosta de velocidades médias superiores a 25km/h. Sua meta são  100 ou mais km em uma pedalada. 


Nível 5:Nível pró! Se você está aqui, não precisa de descrição!


Agora clique no link de cada dia da semana e veja os passeios! Boa Pedalada












Pedada 2

Mais um dia de pedal. Desta vez curto, mas com a Bibi juto! Muito bom. 20 km em 1,5 horas. Rapidinho!

Faltam só 49.960!!! Pena, quase acabando, rsss

Fomos à ciclovia Tiete mesmo, hoje não cruzamos com as capivaras... mas vimos um gavião e um quero quero. Na volta a Bibi deu-nos de presente um maravilhoso pão de banana que ela fez! Delícia de passeio!


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Legislação Comentada - Chega de mortes!

O número de pessoas que morrem pedalando é, infelizmente, grande. Se uma regra for seguida à risca pelos motoristas uma parte enorme das mortes, sustos, acidentes iria diminuir: MANTER 1,5 metros do ciclista. Não precisava nem da regra, não é? Poderia ser só por educação...

O Código Nacional de Trânsito é bastante claro sobre os deveres dos motoristas e dos ciclistas. Você encontra o código completo aqui.


Abaixo estão transpostos alguns artigos e comentados, por mim, que não sou advogado, mas sou interessado no tema e o estou vivenciando enquanto impacto no dia a dia!


O primeiro artigo que fala sobre bicicletas é o 58. Ele determina que bicicletas podem andar na via, mas que a preferência é dos veículos. Importante deixar claro que por "preferência" não se entende que o motorista possa ser grosseiro, fechar, apertar para a calçada ou por o ciclista em risco. De qualquer forma este artigo deveria ser REVISTO pois a palavra "preferência" não é cabível. A "preferência" assim como é do pedestre, tem que ser do ciclista que é quem está na maior situação de risco. 

   Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
        Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.

O segundo artigo a falar de bike é o 59. Diz que desde que sinalizado pelas autoridades pode-se pedalar nas calçadas. Não diz como é essa sinalização e o que significa a ausência dela.
 Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.

Depois vem o parágrafo primeiro do artigo 68. Ciclista empurrando bicicleta é igual a pedestre!
CAPÍTULO IV
DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS
        Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.
        § 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres

O artigo 105 fala sobre quais equipamento são obrigatórios para o cliclista. Atenção ESPELHO é! CAPACETE não é!
  Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
        VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

E sobre o que é considerado infração trata o capítulo XV, artigos 201 e 255. O motorista tem que passar a mais de 1,5 m do ciclista. O ciclista não pode andar na calçada onde não seja permitida a circulação. Só falta a sinalização!!!
CAPÍTULO XV
DAS INFRAÇÕES
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
        Infração - média;
        Penalidade - multa.
Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
        Infração - média;
        Penalidade - multa;
        Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.

Importante ler o anexo. Ele define, novamente, que ciclistas podem sim usar o acostamento.
ANEXO I
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
        Para efeito deste Código adotam-se as seguintes definições:
        ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.

Ciclovia do Rio Pinheiros

A ciclovia do Rio Pinheiros é uma excelente opção para treinos leves. Com 21,5 km, ela vai da estação Jurubatuba até o final do Parque Vila Lobos. Durante o dia é quase sempre vazia.

Prós de pedalar na CRP
21,5 km de piso excelente, com poucas lombadas e uma única área em que você tem que diminuir muito o rítmo (Usina elevatória de traição), a quantidade de pessoas pedalando é bastante razoável, então a maior parte do tempo não existem crowds ou filas para qualquer trecho, o acesso é muito bom, com excelente estacionamento na estação Jurubatuba, existe fiscalização e relativa segurança.

Contras de pedalar na CRP
Cheiro forte, até muito forte às vezes. Faz a gente se perguntar se não faz mal para saúde. Em alguns horários pelotões pedalam muito acima da velocidade máxima permitida. Já teve até morte por conta disso! Preste atenção. Como é um trecho longo sem trânsito a gente esquece de olhar para trás. Algumas pessoas chegam a pedalar com a cabeça baixa, seguindo a faixa no chão.

Vale a pena prestar atenção!
Animais silvestres! Quero-queros, gaviões, capivaras e outros! É muito bonito de ver.

Antes de ir, consulte quais as estações que tem acesso para a ciclovia e seus horários, no site da CPTM



Quero Quero mamãe e filhote atravessando a pista!

Família de Capivaras tomando o sol da tarde!

Pedalada 1

Pedalada de hoje foi tranquila! Primeira registrada. Apenas tentei saltar um bueiro, destes que eles refazem o asfalto e deixam um baita degrau entre a boca do bueiro e o asfalto. Como estava com o corpo frio o ombro esquerdo doeu pacas!

Fui até a ciclo via e a fiz toda, menos o trecho João Dias - Jurubatuba. Foram 40,17km em 2h cravadas.

Relatório diria que o corpo está ok. Doe a coluna, os joelhos e o ombro. Nada grave! Rss

Faltam apenas 49.989,83 km. Bico!

Início

Em poucos dias faço 45 anos! Em poucos anos serão 50 anos de idade.

Longe de querer me preparar para a aposentadoria, o que mais quero é poder ter uma fase da vida em que a experiência acumulada possa ser praticada, compartilhada, vivenciada, da melhor maneira possível. 

Não vou tratar neste blog do que farei com as décadas que virão depois dos 50 anos. Vou tratar de como prepararei meu corpo para isso (a cabeça vem à reboque, rs!). Se espero ainda aguentar longas jornadas de trabalho -- Não apenas no sentido estrito! Trabalho no sentido de movimento, execução -- então a energia tem que estar em alta.

Mas como fazer isso com dores pelo corpo e preocupação com a saúde? Como ficar tranquilo comigo se ao subir uma pequena porção de terra no campo, ou alguns andares de escada para dar aula, fico sem fôlego?

Outro ponto é saber o que é sério ou não na medicina. Por exemplo, colesterol alto ou baixo parece ser uma questão de referência do vendedor de remédio para colesterol. Então ao invés de preocupar-me com os índices disto ou daquilo, vou preocupar-me com minha alimentação, fôlego, resistência e flexibilidade. 

Acredito muito que planejamento e execução são fundamentos de uma vida produtiva. Hoje estou com 86kg (11 acima do meu peso ideal), com dores nos braços e coluna, com pouca flexibilidade e pouco fôlego. Nunca fui um atleta, mas nunca tive nenhuma dificuldade em praticar esportes. 6 anos atrás preparei-me para uma prova de motocicleta de 10 dias. Durante um ano coloquei-me em forma e cumpri a meta de terminar a prova. Naquela época o Claudio Novelli, excepcional atleta, amigo e professor de educação física, montou um treino que viabilizou minha meta. Terminada a prova, retornei ao rítmo normal de vida. Cada dia um pouco menos de esporte e umas gramas a mais.

Agora a meta será de 5 anos! 50.000 km pedalados no total. Algo perto de 830 km/mês. Pretendo perder os tais 11 kilos em 6 meses. Pretendo manter o peso regular para sempre.

Sou casado com a melhor mulher que um homem poderia querer! Forte, racional, criativa, inteligente, decidida, produtiva! Uma cozinheira de primeira! Uma companheira espetacular! Bibi e eu tentamos apoiar um ao outro sempre. Tenho certeza de que ela vai estar comigo em cada centímetro desta aventura!

O blog é para dividir a experiência e para manter as metas sendo acompanhadas. Cumprir um ritual de registro será importante. Vale destacar que sei que apenas parece muito. Ciclistas pedalam muito mais do que 1000 km por mês para treinar. Mas meu objetivo não é competir ou ser melhor do que ninguém! Meu objetivo é ter um ritual de longo prazo, com constância que me permita manter a saúde, chassis de uma vida saudável!

Em 50.000 km, o que será que vamos acumular neste log? Está feito o desafio! E vamos pedalar!