Que tal chegar aos 50 anos com o seu físico preparado como aos 30? Impossível? Difícil? Nada disso! Planejamento e vamos lá! Esse blog é dedicado à quem está nesta fase da vida! Longe de estar envelhecendo está curtindo, vivendo, aprendendo e se preparando para mais! E se isso tudo for de bicicleta, melhor! A bicicleta é o meio de transporte mais saudável, civilizado, correto e divertido. Participe, pergunte! Deixe um comentário ou escreva para bike50000km@gmail.com
terça-feira, 25 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Resumo dos primeiros 30 dias!
Mais um trecho de 56km e a meta de 840km no mês foi superada (881km-30 dias).
A ciclovia continua fechada. Pela primeira vez na vida pedalei na Marginal do Rio Pinheiros. Foi muito bom! Era sábado depois do almoço e tinha pouco trânsito. Até o ônibus bi-articulado trocou integralmente de faixa para ultrapassar.
Como o vento na marginal é a favor foram alguns km bem rápidos. Boa parte acima dos 30km/h. Depois completei o passeio indo apanhar minha filha na Paulista e caminhando um tempo longo com ela enquanto conversávamos. Excelente forma de terminar o primeiro período de pedal!
Nestes 30 dias foram um pneu furado, uma manutenção de corrente e nada mais.
A capacidade pulmonar aumentou muito. A força ainda não. Subidas longas ainda tem sido um problema a ser superado. Como tenho meta de distância e pouco tempo para pedalar, e as subidas tomam mais tempo, tenho evitado. Mas vai chegar a hora delas!
Agora só faltam 49.119km! Tá fácil! Rs
A ciclovia continua fechada. Pela primeira vez na vida pedalei na Marginal do Rio Pinheiros. Foi muito bom! Era sábado depois do almoço e tinha pouco trânsito. Até o ônibus bi-articulado trocou integralmente de faixa para ultrapassar.
Como o vento na marginal é a favor foram alguns km bem rápidos. Boa parte acima dos 30km/h. Depois completei o passeio indo apanhar minha filha na Paulista e caminhando um tempo longo com ela enquanto conversávamos. Excelente forma de terminar o primeiro período de pedal!
Nestes 30 dias foram um pneu furado, uma manutenção de corrente e nada mais.
A capacidade pulmonar aumentou muito. A força ainda não. Subidas longas ainda tem sido um problema a ser superado. Como tenho meta de distância e pouco tempo para pedalar, e as subidas tomam mais tempo, tenho evitado. Mas vai chegar a hora delas!
Agora só faltam 49.119km! Tá fácil! Rs
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Pedal de Aniversário!!!
Então! Presente de aniversário! Saí de manhã e fui para a ciclovia! Ia me dar duas ciclovias e meia e fechar 100km! Deixei para ligar o GPS, com o software STRAVA quando chegasse lá, assim não contabilizaria ida e volta, que são uns 7km.
Surpresa... não é que os bandidos da prefeitura são sem-vergonha mesmo! Tinha uma placa dizendo que a ciclovia estava fechada em função da depredação! Oi? Depredação? Ciclovia? Oi!? Estes caras não tem vergonha na cara! Eles penalizam o povo sem a menor preocupação!
Fiquei chateado com a mentira, mas não me incomodei. Fui para o meu pedal! Subi pelo largo 13, atravessei a Ver. José Diniz, cheguei na Indianópolis e subi até o Jabaquara. Cruzei a Domingos de Moraes, Paulista, Cerro Corá, São Gualter, Praça Pan, Parque Villa Lobos (várias voltas lá dentro!), Ceagesp, USP, Jóquei Clube, Parque do Povo, Berrini e de volta para a entrada da ciclovia!
Tomei 3 litros d´água, comi mix de fruta seca. Parei três vezes, duas para pegar água, nunca mais do que 5 minutos. Foram 102 km no GPS!
No dia seguinte acordei um pouco desidratado, mas bem!
Delícia de passeio... e como é bom estar no trilho do pedal.
Vampedalá!
Faltam apenas 16km para bater a meta do mês e faltam 4 dias para o final do mês! Excelente o início. Com disciplina esta (e outras, importantes!) metas vão virar! Já foram 825km!!!
O trajeto:
Surpresa... não é que os bandidos da prefeitura são sem-vergonha mesmo! Tinha uma placa dizendo que a ciclovia estava fechada em função da depredação! Oi? Depredação? Ciclovia? Oi!? Estes caras não tem vergonha na cara! Eles penalizam o povo sem a menor preocupação!
Fiquei chateado com a mentira, mas não me incomodei. Fui para o meu pedal! Subi pelo largo 13, atravessei a Ver. José Diniz, cheguei na Indianópolis e subi até o Jabaquara. Cruzei a Domingos de Moraes, Paulista, Cerro Corá, São Gualter, Praça Pan, Parque Villa Lobos (várias voltas lá dentro!), Ceagesp, USP, Jóquei Clube, Parque do Povo, Berrini e de volta para a entrada da ciclovia!
Tomei 3 litros d´água, comi mix de fruta seca. Parei três vezes, duas para pegar água, nunca mais do que 5 minutos. Foram 102 km no GPS!
No dia seguinte acordei um pouco desidratado, mas bem!
Delícia de passeio... e como é bom estar no trilho do pedal.
Vampedalá!
Faltam apenas 16km para bater a meta do mês e faltam 4 dias para o final do mês! Excelente o início. Com disciplina esta (e outras, importantes!) metas vão virar! Já foram 825km!!!
O trajeto:
Pedal 16 - PEDAL HISTÓRICO!!!
Desde o começo da década de 90 o que eu mais fiz em horas e foco, como era de se esperar, foi trabalhar!
Estou em um certo sabático, do ponto de vista de entender se existe algo a ser feito, como trabalho que seja mais divertido, menos pressionante... se não achar, volto para a pressão anterior. No problem! Mas o que passa é que quando ficamos 10, 12 horas por dia (às vezes 16) dedicados ao trabalho, perdemos a noção do que acontece em volta. E desde os caras pintadas, o que aconteceu em volta foi horrível! O meu sogro sempre fala de como o Brasil está degradado. Nos últimos meses tenho descoberto o quanto ele está certo! Então resolvi pedalar junto com o protesto. Logo posto video editado. Foi excelente!
Tomara que vire algo de bom! O que vi foi gente tentando ter esperança, pensando no Brasil e não em si, pouco dando bola para os R$0,20, mas indicando que não aguenta mais ser esfolado pelo governo! Parabéns! Foram 45 km entre a multidão (Largo da Batata, Paulista, Paraíso, JK, Brigadeiro, Cidade Jardim... e por aí vai!
Estou em um certo sabático, do ponto de vista de entender se existe algo a ser feito, como trabalho que seja mais divertido, menos pressionante... se não achar, volto para a pressão anterior. No problem! Mas o que passa é que quando ficamos 10, 12 horas por dia (às vezes 16) dedicados ao trabalho, perdemos a noção do que acontece em volta. E desde os caras pintadas, o que aconteceu em volta foi horrível! O meu sogro sempre fala de como o Brasil está degradado. Nos últimos meses tenho descoberto o quanto ele está certo! Então resolvi pedalar junto com o protesto. Logo posto video editado. Foi excelente!
Tomara que vire algo de bom! O que vi foi gente tentando ter esperança, pensando no Brasil e não em si, pouco dando bola para os R$0,20, mas indicando que não aguenta mais ser esfolado pelo governo! Parabéns! Foram 45 km entre a multidão (Largo da Batata, Paulista, Paraíso, JK, Brigadeiro, Cidade Jardim... e por aí vai!
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| Foto de Marcelo Camargo, da internet |
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Pedaladas 13 a 15
Cinco dias correram e pedalei em 3 deles. Destes um foi mais divertido.
O dia 13/06, dia de São Paulo parando!
Ia pedalar apenas 30 km. Tinha que estar no bairro da Saúde 10:45 para um compromisso não muito formal. Comecei a pedalar já não tão cedo (umas 08:15) e fui para a ciclovia. Pedalei rápido e quando cheguei nos 30km eram umas 09:30. Tinha que correr para casa e ir para o meu compromisso. O tempo estava apertado e o rádio veio com a notícia de que o trânsito estava muito ruim... ah não. Sem banho, de bermuda. Daqui para o compromisso (puxa, isto é liberdade, né não?).
Peso no pedal, aumenta a velocidade e vamos embora! O treino saltou de 30 em 1:20 para 74 em 03:34 líquidas (pq teve a reunião no meio).
Uma delícia fugir do trânsito e ainda intercalar um compromisso com pedaladas. A cidade tem que se preparar para bicicletas. É uma excelente solução!
670 km! 22 dias. Agora só faltam 49.330km.
Legal que a produção aumentou e de forma divertida e não burocrática! Muito legal!
O gráfico abaixo é altimetria. Mostra a saída da marginal para a saúde e o retorno! Olha a diferença de altitude que bacana.
O dia 13/06, dia de São Paulo parando!
Ia pedalar apenas 30 km. Tinha que estar no bairro da Saúde 10:45 para um compromisso não muito formal. Comecei a pedalar já não tão cedo (umas 08:15) e fui para a ciclovia. Pedalei rápido e quando cheguei nos 30km eram umas 09:30. Tinha que correr para casa e ir para o meu compromisso. O tempo estava apertado e o rádio veio com a notícia de que o trânsito estava muito ruim... ah não. Sem banho, de bermuda. Daqui para o compromisso (puxa, isto é liberdade, né não?).
Peso no pedal, aumenta a velocidade e vamos embora! O treino saltou de 30 em 1:20 para 74 em 03:34 líquidas (pq teve a reunião no meio).
Uma delícia fugir do trânsito e ainda intercalar um compromisso com pedaladas. A cidade tem que se preparar para bicicletas. É uma excelente solução!
670 km! 22 dias. Agora só faltam 49.330km.
Legal que a produção aumentou e de forma divertida e não burocrática! Muito legal!
O gráfico abaixo é altimetria. Mostra a saída da marginal para a saúde e o retorno! Olha a diferença de altitude que bacana.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Pedaladas 11 e 12
A produção caiu um pouco... curioso que estou acima da meta base de 28km/dia. Mas se não organizar o dia a dia, não vai dar certo. Só disposição não vai gerar a meta. Preciso organizar e planejar cada dia, para fazer o pedal "caber" na agenda.
Pedaladas 11 e 12 somaram apenas 65km, principalmente na ciclofaixa do domingo.
Em 17 dias corridos pedalei 13 vezes. Foram pedalados 526 km, fazendo uma média total de 30 km por dia ou 40 km por treino. A média de tempo dedicada para cada treino foi de 2:20h.
49.474 "to go".
Pedaladas 11 e 12 somaram apenas 65km, principalmente na ciclofaixa do domingo.
49.474 "to go".
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Pedal 8 a 10, semana de 03/06
Semana agitada!
Primeiro separei uma manhã para pedalar.
Fui para a ciclovia com projeto de pedalar 40km. Quando estava na segunda parte do treino passaram dois caras com bikes speed (será que eu deveria usar uma dessas? Como gosto de pedalar pela cidade sempre evitei. Mas tem suas vantagens, quer ver?). Eu estava "voando" com a spec e eles passaram a mais ou menos uns 30km. Acelerei e peguei o vácuo dos ciclistas. Tentei ser gentil avisando da minha intenção e eles acharam graça e foram simpáticos (um cara em uma bike "velha" de 14kg acompanhando os "prós" em bikes de 7kg). Então aceleraram. 35... e eu lá! 37.... e eu lá 38... e eu lá, com a língua de fora, mas lá! 40! Vão com Deus meus filhos!
Passa que essa adrena ficou. Continuei pedalando! Logo o telefone tocou e era minha amiga Andréa. Batemos papo uma meia hora. Completei 60km de pedal, e como o dia estava bonito, fui para os 71! Muito bom!
Nos dia seguinte treino ainda puxado, mas sem stress, de 51km.
Finalmente veio a quinta feira e eu não teria tempo para pedalar. Como tinha um compromisso informal na Vila Mariana resolvi ir de bicicleta e voltar.
Tomei 4 sustos! Como ainda existe motorista que não sabe dirigir perto de bicicleta! Eles passam raspando, acelerando para parar logo em diante. Gastam combustível à toa, colocam o ciclista em risco, espalham agressividade. Muito chato.Foram 31km de trânsito no total. Pesado e estressante. Não dá vontade de pedalar na rua, não.
Encomendei a um amigo uma Hero. Vou filmar e postar. Depois vocês me contam!
Tá chegando! Agora só falta um pouquinho! 49.540!
Primeiro separei uma manhã para pedalar.
Fui para a ciclovia com projeto de pedalar 40km. Quando estava na segunda parte do treino passaram dois caras com bikes speed (será que eu deveria usar uma dessas? Como gosto de pedalar pela cidade sempre evitei. Mas tem suas vantagens, quer ver?). Eu estava "voando" com a spec e eles passaram a mais ou menos uns 30km. Acelerei e peguei o vácuo dos ciclistas. Tentei ser gentil avisando da minha intenção e eles acharam graça e foram simpáticos (um cara em uma bike "velha" de 14kg acompanhando os "prós" em bikes de 7kg). Então aceleraram. 35... e eu lá! 37.... e eu lá 38... e eu lá, com a língua de fora, mas lá! 40! Vão com Deus meus filhos!
Passa que essa adrena ficou. Continuei pedalando! Logo o telefone tocou e era minha amiga Andréa. Batemos papo uma meia hora. Completei 60km de pedal, e como o dia estava bonito, fui para os 71! Muito bom!
Nos dia seguinte treino ainda puxado, mas sem stress, de 51km.
Finalmente veio a quinta feira e eu não teria tempo para pedalar. Como tinha um compromisso informal na Vila Mariana resolvi ir de bicicleta e voltar.
Tomei 4 sustos! Como ainda existe motorista que não sabe dirigir perto de bicicleta! Eles passam raspando, acelerando para parar logo em diante. Gastam combustível à toa, colocam o ciclista em risco, espalham agressividade. Muito chato.Foram 31km de trânsito no total. Pesado e estressante. Não dá vontade de pedalar na rua, não.
Encomendei a um amigo uma Hero. Vou filmar e postar. Depois vocês me contam!
Tá chegando! Agora só falta um pouquinho! 49.540!
Pedal 6 e 7
Estas duas pedaladas foram deliciosas! Duas voltas entre o asfalto e o morro do Jacú em Paraty. Uma região pouco visitada por quem vem de fora, mas maravilhosa de se conhecer!
Uma única volta é em torno de 10 km, mais idas e vindas do ponto de partida, acaba nos 20 km. Bia e eu fizemos duas voltas em um dia e no dia seguinte fiz duas sozinho.
Total 82 km em dois dias.
Para se ter uma idéia, olhando do mar, nesta foto da wikipedia, está na flecha o Morro do Jacu!
Agora está pertinho! Só faltam 49.694 km!!!
Uma única volta é em torno de 10 km, mais idas e vindas do ponto de partida, acaba nos 20 km. Bia e eu fizemos duas voltas em um dia e no dia seguinte fiz duas sozinho.
Total 82 km em dois dias.
Para se ter uma idéia, olhando do mar, nesta foto da wikipedia, está na flecha o Morro do Jacu!
Agora está pertinho! Só faltam 49.694 km!!!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Pedalada 5 - Alto da Serra da Rodovia Oswaldo Cruz até Paraty
Distância total: 83 km Nível 4(-), tempo total 04:40h
| Mandando beijo para minha mulher e começando a descida! Os próximos 7 km vão ser muito bons! |
![]() |
Depois de descer a serra, acreditem, as pernas ficam bambas
uma meia hora. Esta história de que para baixo todo santo ajuda fica estranha numa entrada de curva, em cotovelo, com quase 20% de inclinação a 60 km/h!
Então aproveitando o misto de pernas bambas e adrenalina, acelerei
por toda a primeira hora e, claro, com a ajuda da velocidade da descida, ganhei
27.7km embaixo das rodas.
A esta altura já tinha passado a praia vermelha e veio a
primeira subida. O asfalto no acostamento é muito rugoso e freia fortemente a
bicicleta. O vento era NNO, 10km/h, ou seja, vento de proa. Tudo isso na subida
fez a velocidade cair muito. A média desceu para 13,5km/h e fez as pernas
doerem. A solução foi fazer um lanchinho (pedalando) comendo uma banana. (16:00
/ 32km).
A subida da polícia rodoviária (praia do Félix) é
longuíssima, foi outra puxada boa!
Às 16:42 / 45.6km chegou a hora do primeiro chocolate Charge.
Uma bomba de calorias! 5 minutos depois parecia que eu tinha tomado TNT. Mas a “carga”
de açúcar durou pouco... Já estava chegando no pé da subida da serrinha da
divisa São Paulo/Rio quando comecei a receber SMSs. Fiquei curioso para lê-los.
Faltavam 8 km para a divisa e este trecho é só subida. às 17:10 / +-55km desci
da bike pela primeira vez e fui caminhando enquanto comia outro Charge e
trocava SMSs com a Bibi. Minha mulher é um espetáculo! Quando eu falei que
faltava só uns 25 km ela comemorou muito! Fiquei imaginando o que me esperava
no prato! Que delícia!
Ficou escuro... os medos aparecem... o primeiro deles, o
medo de assalto!
Subi na bicicleta e parecia que tinha ligado uma turbina!
Pedalei na subida acima de 30km/h. Esta alegria durou uns 5 minutos (ah esta “carga
rápida” do charge passa rápido! RS). Então a velocidade começou a cair. Fui até
o fundo do poço com uns 6km/h (17:42 / 60km).. Parecia que não ia chegar nunca
na divisa, quando finalmente começam as descidas. Neste trecho sobe-se 45% da
altura da serra para São Paulo (385m). Nos dois últimos kilômetros antes do Rio
a noite já estava feita. Muito ruim isso... faltam algo como 20 km e eu não
tinha luz para pedalar no escuro. A previsão de chegada é que eu pegasse uns 7
km de escuro apenas, mas me atrasei na subida da serra (as lanternas tinham
ficado em Paraty). Passei por dois bares e tinha gente neles Pedalei mais uns
200 metros e ouvi o barulho de uma motocicleta em mau estado ligando. Coloquei
o celular com a luz ligada no bolso da camiseta. A motocicleta acelerou forte
para a minha direção. Olhei para traz e vi que vinha com o farol apagado. Tive certeza
de que ia ser assaltado. Meti a mão no bolso e virei o celular escondendo a
luz. A motocicleta parou imediatamente. Medo. Acelero ou me jogo no mato? O
escuro agora era completo. Neste trecho o mato envolve a estrada. Não via nada.
Só sabia que enquanto o pedal estivesse pesado estava subindo e pronto. Então a
moto ligou de novo. Acelerou e veio para cima de mim. Passou a menos de 30 cm e
os dois ocupantes gritaram: -- QUE SUSTO CARA#%&@#... Kkkkk. Então pararam
uns 300 metros para a frente, na porta de uma casinha muito escondida e
chamaram o dono! Eles também não tinham farol e estavam me seguindo por causa
da luz do celular. Só estavam indo do bar para a casa de alguém! Ahhh neurose,
não é?
Morcegos me mordam, Batman!
Assim, feliz de não ter sido atropelado nem assaltado,
terminei a subida da serrinha (aprox 18:00). Agora era deixar rolar. Como não
via nada, fui para o meio do asfalto. Conseguia muito mal ver as faixas
pintadas no centro da pista. Rezando para nada apagado trafegar por ali deixei
a bicicleta rolar solta. E tinha alguma coisa apagada transitando! Um morcego,
grande, frio, barulhento que “catei” com a parte de fora do cotovelo esquerdo
fazendo um som de carne sendo jogada em cima do balcão do açougue. Um barulho
molhado e gosmento. Coitado do morcego. Deve estar até agora se perguntando
quem era o doido!
O susto foi grande. Se tivesse pego no rosto teria, pelo
menos pelo susto, jogado-me no asfalto. Então freiei a bicicleta e fui andando
pela parte escura, rugosa e trepidante que é o acostamento.
Cuidado com a placa! Que placa? Cabum!
Sabia que imediatamente depois da “grande curva” – uma curva
à direita que gosto muito de fazer de forma “esportiva” de carro – teria uma
cratera no chão pegando todo o acostamento e metade da pista. Vim me preparando
para diminuir a bike assim que chegasse perto, pois sabia que não a veria. E
então aconteceu! Um longo som de sino e aquela sensação de queda da montanha
russa no escuro lá da Disney! Por um reflexo protegi a cabeça (para não
estragar o boné! Pq no escuro, sem capacete, perto da “cratera”, andando em
cima na bike e não empurrando ela é pq a cabeça não serve para nada mesmo!!! Kkkkkkkkkkkk).
De verdade não sabia o que estava
acontecendo. Mas sabia que o chão chegaria a qualquer momento! E chegou! A
bicicleta rolou por cima de mim. Caimos eu ela e o celular voou por cima do meu
ombro esquerdo caindo bem embaixo do meu rosto e depois ficou para trás.
Passaram dois carros. Ninguém parou. Corri para pegar o celular antes que
apagasse (preto, no escuro, sumiria). Montei na bike, coloquei o celular no
bolso, lembrei da cratera, voltei para o meio da pista, perguntei-me o que
tinha acontecido e fiquei... FELIZ!
Eu estava inteiro! Nada de mal tinha rolado. Tentei
tatear a bike para ver se tinha manetes e odômetro, e este último tinha caído. Como
eu sabia onde tinha sido o tombo (pouco antes da cratera, tropeçando em algo
grande no acostamento) pensei que seria fácil voltar e pegar o odômetro. Voltei
para o meio da pista e assim fui até Paraty. Quando vinha um carro eu ia para o
acostamento. Se vinha de frente colocava a aba do boné bem baixa para não me
cegar. Se vinha pela popa aproveitava para ver o mais distante possível.
A chegada! O retorno para buscar o odômetro e descobrir o mistério e... Croque Dijon da Bibi, a melhor mulher do mundo!!!
Pela adrenalina e pela alegria de não ter me quebrado, mais a sensação espetacular de transcendência -- por favor meus amigos, sei da irresponsabilidade...mas ao invés de me punir, estou curtindo o lado bom - de pedalar no breu, tateando a pista, usando sentidos, como audição, para me guiar, a chegada foi uma conquista. Imediatamente voltei (17,9km). Queria identificar o que me derrubou e achar o odômetro: Veja por você mesmo:
O que eu encontrei no acostamento que me jogou no chão
O que era, depois que eu levantei o objeto caído...
Espetacular ver a Bibi estava toda animada
e cozinhou um excelente Croque Dijon! Comi com um sorriso no rosto, algumas escoriações, a sensação do
morcego gelado no cotovelo e o sorriso lindo da minha mulher amada que me
apoiou nesta farra! A notícia: AMANHÃ TEM MAIS e a Bia vem junto, podia ser melhor???!!!
Já foram 223,5! Agora só faltam 49.776,5!!!
Já foram 223,5! Agora só faltam 49.776,5!!!
terça-feira, 28 de maio de 2013
Pedalada 4 - Na chuva
Estou sem luz para a bike. Já era perto das 17:00 e não tinha tido tempo de pedalar. A chuva chovia e eu pedalava. Quase um ato Drumoniano. Saí na chuva e fui em frente. Ontem fiquei das 06:20 às 23:30 no ar direto, sem poder pedalar. Ah não! Eu tenho meta! Tô indo! (já serviu para alguma coisa, não é?)
Saí pedalando e logo cheguei na chácara flora. Descobri que a região é excelente para se pedalar. Os carros estavam respeitosos (milagre!) com exceção de uma mulher em um focus prata que ficou buzinando para eu sair da frente. Só tinha a calçada para eu ir... era isso que ela queria? rss
Exagerei no agasalho. Uma camiseta e outra de manga comprida com um corta vento. Esquentou demais, mas foi bem.
![]() |
| O desafio começou (24/05/13) com o odômetro do Cateye, que tem um ano, com 1.260 km. |
30.22 km, devagar, quase duas horas, uma chuva fina. Muita água no chão. Acima de 20 km o pneu jogava água do asfalto no rosto, ficava chato. Então pedal mais lento e constante, com bastante subida. E assim foi! Agora só falta um pouquinho!
![]() |
| Donde vem: http://www.tempoagora.com.br/previsaodotempo.html/brasil/SaoPaulo-SP/ |
Pedalada 3 - ciclovia de Domingo!
Domingão e aparece a Bibi querendo pedalar (uau, este blog já está rendendo pedaladas com a minha mulher, uaus!)
Saí uma hora antes e peguei o trecho do campo belo na Av. Água Espraiada. Dica: MELHOR TRECHO PARA QUEM quiser pedalar um pouco mais "solto". Muito bom! Deu 17 km em 45 minutos. Voltei para casa e saímos os três, Erik, Bia e eu. Ian estava com dor nas costas e foi estudar.
Pedalamos mais 33km. O dia estava lindo. Logo logo vai rolar uma reportagem sobre a ciclovia.
O bacana é que dá para pedalar, comer pastel, tomar um café no Starbuck, ver lojas de automóveis antigos, encontrar gente bacana, sentar em uma praça e ver o movimento, rever a cidade de um ângulo novo. A ciclovia no verão fica super lotada. No inverno é mais devagar um pouco. Recomendo sempre!
No mapa dá para ver toda ela, menos um trecho importante da zona norte que ainda não conecta com a maior parte. Donqueveio: www.ciclofaixa.com.br
Total, 50,1 km, faltam apenas ... 49.890!!!
Saí uma hora antes e peguei o trecho do campo belo na Av. Água Espraiada. Dica: MELHOR TRECHO PARA QUEM quiser pedalar um pouco mais "solto". Muito bom! Deu 17 km em 45 minutos. Voltei para casa e saímos os três, Erik, Bia e eu. Ian estava com dor nas costas e foi estudar.
Pedalamos mais 33km. O dia estava lindo. Logo logo vai rolar uma reportagem sobre a ciclovia.
O bacana é que dá para pedalar, comer pastel, tomar um café no Starbuck, ver lojas de automóveis antigos, encontrar gente bacana, sentar em uma praça e ver o movimento, rever a cidade de um ângulo novo. A ciclovia no verão fica super lotada. No inverno é mais devagar um pouco. Recomendo sempre!
No mapa dá para ver toda ela, menos um trecho importante da zona norte que ainda não conecta com a maior parte. Donqueveio: www.ciclofaixa.com.br
Total, 50,1 km, faltam apenas ... 49.890!!!
domingo, 26 de maio de 2013
Roteiro: Mendoza, Ar, boa comida, visual impressionante, bom vinho e a Bibi!
| Pedal e vinho! Viva Mendoza! Uma excelente surpresa! |
Era meio de Setembro e a Bibi resolveu que merecíamos uma viagem de aniversário de casamento de presente. Então trouxe um daqueles prospectos de pedalada no exterior (ela queria mesmo me convencer a ir!).
Assim que li assustei! O valor de 4 dias, 5 noites era muito alto. Li com atenção e não entendi o motivo de tanto dinheiro, mas gostei muito da idéia da Bibi! Vamos! Mas vamos fazer um roteiro nosso. Um roteiro que nos leve às bodegas e lugares que queremos conhecer. Vamos pesquisar! Rapidamente compramos as passagens, para garantir lugar no avião, na véspera do aniversário de casamento!
Aí foram dois meses de pesquisa e "escolhe-desiste-re-escolhe" até fecharmos o roteiro. A Bibi marcou tudo em uma planilha, que ficou ótimo, garantindo a organização da nossa aventura! O Adriano, um amigo ajudou a escolher ótimas Bodegas.
Primeiro desafio foi em relação às bikes... todo mundo dizendo para alugar bike lá, mas quem pedala (e é gamado em bike...) sabe que bicicleta é como escova de dentes... Começava assim o trabalho de embrulhar as bikes para a viagem.
Compramos dois malas bike, mas trata-se de uma mala de lona, sem proteção. Algo que iria durar tanto no avião quanto brigadeiro em festa de criança. Passei duas horas embrulhando as bicicletas, para não ter perigo de estragarem.
Ficou ótimo. 20 kg cada embrulho de bicicleta, mais uma mala cada um que não somavam 12 kg. Tudo certo e vamos para o aeroporto!
Chamamos um taxista que sempre nos atende com uma Zafira, vai sobrar espaço, certo? Não! Surpresa número um: o carro é a gás. Aperta daqui, aperta dali, embrulha a Bia no banco traseiro entre bicicleta e mala e vamos embora!
Abaixo nossa chegada no aeroporto!
Chegamos no check in! Surpresa número dois! Voo no Mercosul não é considerado internacional! O máximo de peso que cada um poderia levar é de 20kg. Tínhamos mais do que isso em bicicleta+proteção de bicicleta cada um! Ok, paga-se extra. Com um bico que ia daqui a Buenos Aires, pagamos e embarcamos.
A chegada foi espetacular! Tivemos que pegar dois táxis para sair do aeroporto e ir para o hotel. A surpresa é que o preço do táxi em Mendoza é muito baixo. Deu tudo super certo. Eram umas 20:30 e resolvemos colocar tudo em ordem, desembrulha, monta, arruma. Um baita cuidado, pq fizemos isso dentro do quarto do hotel. Imagina a alegria do Gerente!
Indo para o quarto, transformá-lo em oficina
Começo da transformação, quarto -> bicicletaria
Transformação completa! Agora eu estou feliz!!!
Bikes sobreviveram sem nenhum problema! Quase 6 kgs de papelão, plástico bolha, suportes de freio, etc...
Lá pelas 21:00 rolou um terremoto, coisa de mais de 5 pontos, mas nem sentimos. Ficamos sabendo só no dia seguinte. Que bom, aventura sem tomar susto!
Agora cama, que amanhã tem pedal! Oba!
DIA 2
42 km de pedal, sem subidas, metade em ciclovia, passeio de dia todo, visita a duas bodegas. Excelente! Nível 3 (quer saber o conceito de nível, clique aqui)
| Saindo para o pedal |
O interessante é que todo o percurso é ligeiramente em direção da cordilheira, assim saímos da altitude 750m e fomos até a altitude 820m. Ligeira subida na ida e ligeira descida na volta! Perfeito!
Os passeios foram excelentes.
Do centro para a Lagarde teve três etapas, beeemmm diferentes. Primeiro passeamos pelo bairro mais ao norte da avenida principal da cidade. Andamos tendo a Cordilheira como referência, indo em direção à ela algumas quadras. Sabia que por ali chegaria no início da ciclovia (é só perguntar no centro da cidade que indicam. Super fácil de chegar). Este passeio até a ciclovia foi muito tranquilo. Passamos por bairros residenciais, o dia estava lindo, as árvores de plátano eram encantadoras.
| Ciclovia em Mendoza, ligeira subida para quem está se afastando do centro. |
Rapidamente entramos na ciclovia. Quase da largura da ciclovia do Rio Pinheiros aqui em São Paulo, com piso excelente.
Embora a ida fosse ligeira subida pedalamos sem nenhum problema e chegamos rapidamente até a terceira parte da nossa ida, que era pedalar na Ruta 40. Foi aí que a dificuldade começou. Sem calçada e sem acostamento! Como pode? Quando existia um pedaço livre entre a estrada e as casas ou comércio era com chão de pedregulhos. As bikes pesavam um milhão de kilos e ainda ficavam dançando. Eu olhava para a Bibi e pensava comigo que um tombo dela ia gerar um mau humor gigante (acreditem, dói mais do que os machucados...).
| Altar a céu aberto. Uma paixão de cristo apresentada de forma belíssima! |
Para aliviar passamos em um lugar muito bonito com um altar católico e a paixão de cristo em afrescos ao ar livre. Paramos para uma oração e para agradecer o quão felizes somos, com nossas famílias e nossas vidas.
E então voltamos a pedalar. As pedras seguravam, os carros passavam perto e rápido demais. Não tanto por falta de educação (na média o trânsito é melhor do que o aqui de São Paulo) mas por falta de espaço mesmo. Ou seja, se você estiver pensando em fazer a rota do vinho de bike, lembre-se de levar uma boa dose de bom humor e ânimo, pq tem estes trechos chatos...
E chegamos na LAGARDE! Se quiser saber do vinho e do almoço, então leia aqui a visão gastronomica do passeio!
| Chegamos! E valeu a pena! Lugar bonito, passeio light, bom atendimento, vinho e comida! Totalmente recomendado! Não se esqueça de fazer reserva. |
Foi chegar na Lagarde e começou a chover. Passaram-se 10 minutos o céu estava azul de novo! Assim é Mendoza. Lembre-se de estar preparado para chuvas repentinas, com possibilidade de granizo... e terremotos... o paraíso!!
Da Lagarde fomos para a Alta Vista, que fica voltando para o centro, a 6,5 km de distância. Passa que o endereço da Alta Vista é mais difícil de encontrar. Mesmo com o GPS não chegamos lá tão facilmente. Quando chegamos na região tinha umas quebradinhas mais difíceis. Então perguntamos para umas quatro pessoas até chegar. Valeu a pena! A casa é linda e o atendimento é muito bom!
A volta foi evitando a Ruta 40, vindo por vicinais até a ciclovia. É intuitivo. A maior parte das ruas são retinhas (dá para ver no google earth). Foi um pouco melhor do que a Ruta 40, mas as ruas também são de velocidade mais alta e sem acostamento. O que salva é a educação da maior parte das pessoas. PEDALE COM CUIDADO, de qualquer forma! Finalmente chegamos na ciclovia, e aí, como esperado, foi ladeira abaixo!
DIA 3
Passeio no Parque San Martin. Passeio de 5 horas. 25km rodados, dos quais 18 dentro do parque. Com subida. Nível 2. (quer saber o conceito de nível, clique aqui)
Importante: Leve água em abundância, pelo menos 300 ml por hora. O clima é seco demais.
| Entrada do Parque |
Dentro do parque o piso é excepcionalmente bom, as bikes fluem deliciosamente. As avenidas são largas e não encontramos multidões ou aglomerados de pessoas.
| Vista da entrada do parque. Daqui distribuem-se várias opções de passeios. Há, seguindo pela avenida principal, à esquerda de quem entra, um host serviceque pode dar indicações de passeios. |
| No Rosedal |
Dentro do parque há opções de alimentação, mas são caras. Levando em consideração a distância até o centro onde se come uma boa empanada com vinho honesto, deixamos para comer depois.
São mais ou menos 200 metros de desnível, mas a temperatura é amena e há poucos trechos muito íngrimes.
Vale a pena esta subida! No alto está um monumento a San Martin que deve ser uma das obras de arte mais bonitas de toda a América! Reserve umas duas horas apenas para este passeio.
A volta do parque é... descida!
Em poucos minutos chegam as empanadas!
| Empanadas!!! |
Depois fizemos um city tour até o aquário da cidade (desistimos de entrar quando chegamos, não é um bairro totalmente convidativo e não tinha onde deixar as bikes com segurança), visitamos algumas lojas de bike (conte com elas para o básico apenas).
Andamos pelas praças da cidade. Veja no google ou em algum guia. São lindas. Devem ser visitadas.
DIA 5 ...não, não falta o dia 4, é que neste não teve pedal...
Passeio de carro até o pé do Aconcágua (220 km de Mendoza), com subida de carro até o Cristo Redentor e descida de BIKE! Descida é fácil. Passeio nível 2 a descida. Subida é 5, pois, apesar da curta distância o solo é difícil de pedalar em alguns trechos e a inclinação é forte em outros.
O passeio vale totalmente! Veja que a região tem muitos lugares para se fazer um pedal mais forte. Vale ir para lá e ficar mais dias. Porém não podíamos fazer isso, então investimos um dia para conhecer.
O Cristo Redentor é um monumento entre o Chile e a Argentina. Pode-se subir pelos dois lados. Escolhemos subir pelo Chile, pelo visual. Depois fomos a pé até o pé do Aconcágua, mas isto é outra história.O vento na região do Cristo era tão forte (acima de 50km/h) que tive que pedalar na descida. A bicicleta chegava a parar!
Para piorar, tinha esquecido a bomba no quarto do hotel e o pneu começou a esvaziar. A sorte foi encontrar uma turma subindo (baaaiiitaa escalada) e eles tinham bomba. Para eu não me sentir newbie demais com a situação um dos ciclistas estava sem... casaco! O cara ia congelar. Não ia subir. Tirei meu corta vento e dei para ele, que tentou dar a bomba em retribuição. Não fazia sentido. Ele no começo de uma viagem e eu terminando. Ele ia precisar da bomba. Custou um casaco, mas ganhei um amigo. Trocamos email e vamos marcar uma pedalada internacional qualquer hora!
Passeio espetacular. Se quiser uma aventura, prepare-se para cruzar da Argentina para o Chile. Não é difícil de organizar. Boa Viagem!
sábado, 25 de maio de 2013
Grupos de Pedal: Noturno e Outros!
Pedalei com vários deles. Abandonei alguns. Fiquei fã de outros grupos. Este mundo é muito bacana e não tem certo ou errado. Tem a turma que você vai gostar mais.
Separei os passeios por nível, baseado em minha experiência e no que os grupos dizem sobre os passeios, posto que não pedalei com todos que estão aqui.
Nível 1: Nível de entrada> Você sabe se equilibrar bem, sabe minimamente usar o equipamento (marchas) e conheça regras mínimas de trânsito (Quer ler sobre trânsito, clique aqui!). Indicado se sua meta é de até 20 km em uma pedalada.
Nível 2: Nível básico> Você já se conhece em cima da bike. Você já sabe trocar as marchas bem e com a antecedência necessária. Você já não fica no final da fila do pessoal básico. Este nível é o indicado para a maioria das pessoas. Indicado se sua meta é de até 30 km em uma pedalada.
Nível 3: Intermediário> Você aguenta e tem vontade de aguentar uma kilometragem superior aos 30 km com subidas mais fortes. Indicado se sua meta já é a de superar os 50 km em uma pedalada.
Nível 4: Nível avançado> Você tem prazer em pedalar. Gosta de velocidades médias superiores a 25km/h. Sua meta são 100 ou mais km em uma pedalada.
Nível 5:Nível pró! Se você está aqui, não precisa de descrição!
Agora clique no link de cada dia da semana e veja os passeios! Boa Pedalada
Pedada 2
Mais um dia de pedal. Desta vez curto, mas com a Bibi juto! Muito bom. 20 km em 1,5 horas. Rapidinho!
Faltam só 49.960!!! Pena, quase acabando, rsss
Fomos à ciclovia Tiete mesmo, hoje não cruzamos com as capivaras... mas vimos um gavião e um quero quero. Na volta a Bibi deu-nos de presente um maravilhoso pão de banana que ela fez! Delícia de passeio!
Faltam só 49.960!!! Pena, quase acabando, rsss
Fomos à ciclovia Tiete mesmo, hoje não cruzamos com as capivaras... mas vimos um gavião e um quero quero. Na volta a Bibi deu-nos de presente um maravilhoso pão de banana que ela fez! Delícia de passeio!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Legislação Comentada - Chega de mortes!
O número de pessoas que morrem pedalando é, infelizmente, grande. Se uma regra for seguida à risca pelos motoristas uma parte enorme das mortes, sustos, acidentes iria diminuir: MANTER 1,5 metros do ciclista. Não precisava nem da regra, não é? Poderia ser só por educação...
O Código Nacional de Trânsito é bastante claro sobre os deveres dos motoristas e dos ciclistas. Você encontra o código completo aqui.
Abaixo estão transpostos alguns artigos e comentados, por mim, que não sou advogado, mas sou interessado no tema e o estou vivenciando enquanto impacto no dia a dia!
O primeiro artigo que fala sobre bicicletas é o 58. Ele determina que bicicletas podem andar na via, mas que a preferência é dos veículos. Importante deixar claro que por "preferência" não se entende que o motorista possa ser grosseiro, fechar, apertar para a calçada ou por o ciclista em risco. De qualquer forma este artigo deveria ser REVISTO pois a palavra "preferência" não é cabível. A "preferência" assim como é do pedestre, tem que ser do ciclista que é quem está na maior situação de risco.
O Código Nacional de Trânsito é bastante claro sobre os deveres dos motoristas e dos ciclistas. Você encontra o código completo aqui.
Abaixo estão transpostos alguns artigos e comentados, por mim, que não sou advogado, mas sou interessado no tema e o estou vivenciando enquanto impacto no dia a dia!
O primeiro artigo que fala sobre bicicletas é o 58. Ele determina que bicicletas podem andar na via, mas que a preferência é dos veículos. Importante deixar claro que por "preferência" não se entende que o motorista possa ser grosseiro, fechar, apertar para a calçada ou por o ciclista em risco. De qualquer forma este artigo deveria ser REVISTO pois a palavra "preferência" não é cabível. A "preferência" assim como é do pedestre, tem que ser do ciclista que é quem está na maior situação de risco.
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.
O segundo artigo a falar de bike é o 59. Diz que desde que sinalizado pelas autoridades pode-se pedalar nas calçadas. Não diz como é essa sinalização e o que significa a ausência dela.
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.
Depois vem o parágrafo primeiro do artigo 68. Ciclista empurrando bicicleta é igual a pedestre!
CAPÍTULO IV
DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS
DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS
Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres
O artigo 105 fala sobre quais equipamento são obrigatórios para o cliclista. Atenção ESPELHO é! CAPACETE não é!
Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.
E sobre o que é considerado infração trata o capítulo XV, artigos 201 e 255. O motorista tem que passar a mais de 1,5 m do ciclista. O ciclista não pode andar na calçada onde não seja permitida a circulação. Só falta a sinalização!!!
CAPÍTULO XV
DAS INFRAÇÕES
DAS INFRAÇÕES
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração - média;
Penalidade - multa.
Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
Infração - média;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.
Importante ler o anexo. Ele define, novamente, que ciclistas podem sim usar o acostamento.
ANEXO I
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
Para efeito deste Código adotam-se as seguintes definições:
ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
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