domingo, 23 de junho de 2013

Resumo dos primeiros 30 dias!

Mais um trecho de 56km e a meta de 840km no mês foi superada (881km-30 dias). 
A ciclovia continua fechada. Pela primeira vez na vida pedalei na Marginal do Rio Pinheiros. Foi muito bom! Era sábado depois do almoço e tinha pouco trânsito. Até o ônibus bi-articulado trocou integralmente de faixa para ultrapassar. 

Como o vento na marginal é a favor foram alguns km bem rápidos. Boa parte acima dos 30km/h. Depois completei o passeio indo apanhar minha filha na Paulista e caminhando um tempo longo com ela enquanto conversávamos. Excelente forma de terminar o primeiro período de pedal!

Nestes 30 dias foram um pneu furado, uma manutenção de corrente e nada mais.

A capacidade pulmonar aumentou muito. A força ainda não. Subidas longas ainda tem sido um problema a ser superado. Como tenho meta de distância e pouco tempo para pedalar, e as subidas tomam mais tempo, tenho evitado. Mas vai chegar a hora delas!



Agora só faltam 49.119km! Tá fácil! Rs

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pedal de Aniversário!!!

Então! Presente de aniversário! Saí de manhã e fui para a ciclovia! Ia me dar duas ciclovias e meia e fechar 100km! Deixei para ligar o GPS, com o software STRAVA quando chegasse lá, assim não contabilizaria ida e volta, que são uns 7km.

Surpresa... não é que os bandidos da prefeitura são sem-vergonha mesmo! Tinha uma placa dizendo que a ciclovia estava fechada em função da depredação! Oi? Depredação? Ciclovia? Oi!? Estes caras não tem vergonha na cara! Eles penalizam o povo sem a menor preocupação! 

Fiquei chateado com a mentira, mas não me incomodei. Fui para o meu pedal! Subi pelo largo 13, atravessei a Ver. José Diniz, cheguei na Indianópolis e subi até o Jabaquara. Cruzei a Domingos de Moraes, Paulista, Cerro Corá, São Gualter, Praça Pan, Parque Villa Lobos (várias voltas lá dentro!), Ceagesp, USP, Jóquei Clube, Parque do Povo, Berrini e de volta para a entrada da ciclovia!
Tomei 3 litros d´água,  comi mix de fruta seca. Parei três vezes, duas para pegar água, nunca mais do que 5 minutos. Foram 102 km no GPS!

No dia seguinte acordei um pouco desidratado, mas bem! 

Delícia de passeio... e como é bom estar no trilho do pedal. 

Vampedalá!

Faltam apenas 16km para bater a meta do mês e faltam 4 dias para o final do mês! Excelente o início. Com disciplina esta (e outras, importantes!) metas vão virar! Já foram 825km!!!



O trajeto:

Pedal 16 - PEDAL HISTÓRICO!!!

Desde o começo da década de 90 o que eu mais fiz em horas e foco, como era de se esperar, foi trabalhar! 

Estou em um certo sabático, do ponto de vista de entender se existe algo a ser feito, como trabalho que seja mais divertido, menos pressionante... se não achar, volto para a pressão anterior. No problem! Mas o que passa é que quando ficamos 10, 12 horas por dia (às vezes 16) dedicados ao trabalho, perdemos a noção do que acontece em volta. E desde os caras pintadas, o que aconteceu em volta foi horrível! O meu sogro sempre fala de como o Brasil está degradado. Nos últimos meses tenho descoberto o quanto ele está certo! Então resolvi pedalar junto com o protesto. Logo posto video editado. Foi excelente! 
Tomara que vire algo de bom! O que vi foi gente tentando ter esperança, pensando no Brasil e não em si, pouco dando bola para os R$0,20, mas indicando que não aguenta mais ser esfolado pelo governo! Parabéns! Foram 45 km entre a multidão (Largo da Batata, Paulista, Paraíso, JK, Brigadeiro, Cidade Jardim... e por aí vai!

Foto de Marcelo Camargo, da internet



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pedaladas 13 a 15

Cinco dias correram e pedalei em 3 deles. Destes um foi mais divertido. 

O dia 13/06, dia de São Paulo parando! 

Ia pedalar apenas 30 km. Tinha que estar no bairro da Saúde 10:45 para um compromisso não muito formal. Comecei a pedalar já não tão cedo (umas 08:15) e fui para a ciclovia. Pedalei rápido e quando cheguei nos 30km eram umas 09:30. Tinha que correr para casa e ir para o meu compromisso. O tempo estava apertado e o rádio veio com a notícia de que o trânsito estava muito ruim... ah não. Sem banho, de bermuda. Daqui para o compromisso (puxa, isto é liberdade, né não?). 

Peso no pedal, aumenta a velocidade e vamos embora! O treino saltou de 30 em 1:20 para 74 em 03:34 líquidas (pq teve a reunião no meio).

Uma delícia fugir do trânsito e ainda intercalar um compromisso com pedaladas. A cidade tem que se preparar para bicicletas. É uma excelente solução!

670 km! 22 dias. Agora só faltam 49.330km. 

Legal que a produção aumentou e de forma divertida e não burocrática! Muito legal!

O gráfico abaixo é altimetria. Mostra a saída da marginal para a saúde e o retorno! Olha a diferença de altitude que bacana.

 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pedaladas 11 e 12

A produção caiu um pouco... curioso que estou acima da meta base de 28km/dia. Mas se não organizar o dia a dia, não vai dar certo. Só disposição não vai gerar a meta. Preciso organizar e planejar cada dia, para fazer o pedal "caber" na agenda.

Pedaladas 11 e 12 somaram apenas 65km, principalmente na ciclofaixa do domingo.

Em 17 dias corridos pedalei 13 vezes. Foram pedalados 526 km, fazendo uma média total de 30 km por dia ou 40 km por treino. A média de tempo dedicada para cada treino foi de 2:20h. 

49.474 "to go".





sexta-feira, 7 de junho de 2013

Estou trabalhando hoje! O dia todo! Sem tempo para pedalar! SOCORRO! (isto vicia...)

... olha como eu me sinto...


Pedal 8 a 10, semana de 03/06

Semana agitada!

Primeiro separei uma manhã para pedalar. 

Fui para a ciclovia com projeto de pedalar 40km. Quando estava na segunda parte do treino passaram dois caras com bikes speed (será que eu deveria usar uma dessas? Como gosto de pedalar pela cidade sempre evitei. Mas tem suas vantagens, quer ver?). Eu estava "voando" com a spec e eles passaram a mais ou menos uns 30km. Acelerei e peguei o vácuo dos ciclistas. Tentei ser gentil avisando da minha intenção e eles acharam graça e foram simpáticos (um cara em uma bike "velha" de 14kg acompanhando os "prós" em bikes de 7kg). Então aceleraram. 35... e eu lá! 37.... e eu lá   38... e eu lá, com a língua de fora, mas lá! 40! Vão com Deus meus filhos! 

Passa que essa adrena ficou. Continuei pedalando! Logo o telefone tocou e era minha amiga Andréa. Batemos papo uma meia hora. Completei 60km de pedal, e como o dia estava bonito, fui para os 71! Muito bom!

Nos dia seguinte treino ainda puxado, mas sem stress, de 51km. 

Finalmente veio a quinta feira e eu não teria tempo para pedalar. Como tinha um compromisso informal na Vila Mariana resolvi ir de bicicleta e voltar. 

Tomei 4 sustos! Como ainda existe motorista que não sabe dirigir perto de bicicleta! Eles passam raspando, acelerando para parar logo em diante. Gastam combustível à toa, colocam o ciclista em risco, espalham agressividade. Muito chato.Foram 31km de trânsito no total. Pesado e estressante. Não dá vontade de pedalar na rua, não.

Encomendei a um amigo uma Hero. Vou filmar e postar. Depois vocês me contam!

Tá chegando! Agora só falta um pouquinho! 49.540!

Pedal 6 e 7

Estas duas pedaladas foram deliciosas! Duas voltas entre o asfalto e o morro do Jacú em Paraty. Uma região pouco visitada por quem vem de fora, mas maravilhosa de se conhecer! 

Uma única volta é em torno de 10 km, mais idas e vindas do ponto de partida, acaba nos 20 km. Bia e eu fizemos duas voltas em um dia e no dia seguinte fiz duas sozinho.

Total 82 km em dois dias. 




Para se ter uma idéia, olhando do mar, nesta foto da wikipedia, está na flecha o Morro do Jacu!



Agora está pertinho! Só faltam 49.694 km!!!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pedalada 5 - Alto da Serra da Rodovia Oswaldo Cruz até Paraty

Distância total: 83 km Nível 4(-), tempo total 04:40h


Mandando beijo para minha mulher e
começando a descida! Os próximos 7 km
vão ser muito bons!
Este passeio é um dos mais divertidos que tenho feito! Vou colocando os horários e distâncias entre parênteses para  dar uma noção da diversão!





Descer do carro (14:42/ 0 km) e deixar a bicicleta “despencar” 900 metros em pouco mais de 7 km, pedalar até o trevo de Ubatuba e ver a placa indicando “Paraty 70km” (15:02/+-14km) é uma delícia!

Depois de descer a serra, acreditem, as pernas ficam bambas uma meia hora. Esta história de que para baixo todo santo ajuda fica estranha numa entrada de curva, em cotovelo, com quase 20% de inclinação a 60 km/h!
Então aproveitando o misto de pernas bambas e adrenalina, acelerei por toda a primeira hora e, claro, com a ajuda da velocidade da descida, ganhei 27.7km embaixo das rodas.
A esta altura já tinha passado a praia vermelha e veio a primeira subida. O asfalto no acostamento é muito rugoso e freia fortemente a bicicleta. O vento era NNO, 10km/h, ou seja, vento de proa. Tudo isso na subida fez a velocidade cair muito. A média desceu para 13,5km/h e fez as pernas doerem. A solução foi fazer um lanchinho (pedalando) comendo uma banana. (16:00 / 32km).
A subida da polícia rodoviária (praia do Félix) é longuíssima, foi outra puxada boa!
Às 16:42 / 45.6km chegou a hora do primeiro chocolate Charge. Uma bomba de calorias! 5 minutos depois parecia que eu tinha tomado TNT. Mas a “carga” de açúcar durou pouco... Já estava chegando no pé da subida da serrinha da divisa São Paulo/Rio quando comecei a receber SMSs. Fiquei curioso para lê-los. Faltavam 8 km para a divisa e este trecho é só subida. às 17:10 / +-55km desci da bike pela primeira vez e fui caminhando enquanto comia outro Charge e trocava SMSs com a Bibi. Minha mulher é um espetáculo! Quando eu falei que faltava só uns 25 km ela comemorou muito! Fiquei imaginando o que me esperava no prato! Que delícia!

Ficou escuro... os medos aparecem... o primeiro deles, o medo de assalto!

Subi na bicicleta e parecia que tinha ligado uma turbina! Pedalei na subida acima de 30km/h. Esta alegria durou uns 5 minutos (ah esta “carga rápida” do charge passa rápido! RS). Então a velocidade começou a cair. Fui até o fundo do poço com uns 6km/h (17:42 / 60km).. Parecia que não ia chegar nunca na divisa, quando finalmente começam as descidas. Neste trecho sobe-se 45% da altura da serra para São Paulo (385m). Nos dois últimos kilômetros antes do Rio a noite já estava feita. Muito ruim isso... faltam algo como 20 km e eu não tinha luz para pedalar no escuro. A previsão de chegada é que eu pegasse uns 7 km de escuro apenas, mas me atrasei na subida da serra (as lanternas tinham ficado em Paraty). Passei por dois bares e tinha gente neles Pedalei mais uns 200 metros e ouvi o barulho de uma motocicleta em mau estado ligando. Coloquei o celular com a luz ligada no bolso da camiseta. A motocicleta acelerou forte para a minha direção. Olhei para traz e vi que vinha com o farol apagado. Tive certeza de que ia ser assaltado. Meti a mão no bolso e virei o celular escondendo a luz. A motocicleta parou imediatamente. Medo. Acelero ou me jogo no mato? O escuro agora era completo. Neste trecho o mato envolve a estrada. Não via nada. Só sabia que enquanto o pedal estivesse pesado estava subindo e pronto. Então a moto ligou de novo. Acelerou e veio para cima de mim. Passou a menos de 30 cm e os dois ocupantes gritaram: -- QUE SUSTO CARA#%&@#... Kkkkk. Então pararam uns 300 metros para a frente, na porta de uma casinha muito escondida e chamaram o dono! Eles também não tinham farol e estavam me seguindo por causa da luz do celular. Só estavam indo do bar para a casa de alguém! Ahhh neurose, não é?


Morcegos me mordam, Batman!

Assim, feliz de não ter sido atropelado nem assaltado, terminei a subida da serrinha (aprox 18:00). Agora era deixar rolar. Como não via nada, fui para o meio do asfalto. Conseguia muito mal ver as faixas pintadas no centro da pista. Rezando para nada apagado trafegar por ali deixei a bicicleta rolar solta. E tinha alguma coisa apagada transitando! Um morcego, grande, frio, barulhento que “catei” com a parte de fora do cotovelo esquerdo fazendo um som de carne sendo jogada em cima do balcão do açougue. Um barulho molhado e gosmento. Coitado do morcego. Deve estar até agora se perguntando quem era o doido!
O susto foi grande. Se tivesse pego no rosto teria, pelo menos pelo susto, jogado-me no asfalto. Então freiei a bicicleta e fui andando pela parte escura, rugosa e trepidante que é o acostamento.

Cuidado com a placa! Que placa? Cabum!

Sabia que imediatamente depois da “grande curva” – uma curva à direita que gosto muito de fazer de forma “esportiva” de carro – teria uma cratera no chão pegando todo o acostamento e metade da pista. Vim me preparando para diminuir a bike assim que chegasse perto, pois sabia que não a veria. E então aconteceu! Um longo som de sino e aquela sensação de queda da montanha russa no escuro lá da Disney! Por um reflexo protegi a cabeça (para não estragar o boné! Pq no escuro, sem capacete, perto da “cratera”, andando em cima na bike e não empurrando ela é pq a cabeça não serve para nada mesmo!!! Kkkkkkkkkkkk).  De verdade não sabia o que estava acontecendo. Mas sabia que o chão chegaria a qualquer momento! E chegou! A bicicleta rolou por cima de mim. Caimos eu ela e o celular voou por cima do meu ombro esquerdo caindo bem embaixo do meu rosto e depois ficou para trás. Passaram dois carros. Ninguém parou. Corri para pegar o celular antes que apagasse (preto, no escuro, sumiria). Montei na bike, coloquei o celular no bolso, lembrei da cratera, voltei para o meio da pista, perguntei-me o que tinha acontecido e fiquei... FELIZ! 
Eu estava inteiro! Nada de mal tinha rolado. Tentei tatear a bike para ver se tinha manetes e odômetro, e este último tinha caído. Como eu sabia onde tinha sido o tombo (pouco antes da cratera, tropeçando em algo grande no acostamento) pensei que seria fácil voltar e pegar o odômetro. Voltei para o meio da pista e assim fui até Paraty. Quando vinha um carro eu ia para o acostamento. Se vinha de frente colocava a aba do boné bem baixa para não me cegar. Se vinha pela popa aproveitava para ver o mais distante possível.


ROTEIRO DO PASSEIO!
(clique para aumentar)


A chegada! O retorno para buscar o odômetro e descobrir o mistério e... Croque Dijon da Bibi, a melhor mulher do mundo!!! 

Pela adrenalina e pela alegria de não ter me quebrado, mais a sensação espetacular de transcendência -- por favor meus amigos, sei da irresponsabilidade...mas ao invés de me punir, estou curtindo o lado bom - de pedalar no breu, tateando a pista, usando sentidos, como audição, para me guiar, a chegada foi uma conquista. Imediatamente voltei (17,9km). Queria identificar o que me derrubou e achar o odômetro: Veja por você mesmo:
O que eu encontrei no acostamento que me jogou no chão









O que era, depois que eu levantei o objeto caído...




Espetacular ver a Bibi estava toda animada e cozinhou um excelente Croque Dijon! Comi com um sorriso no  rosto, algumas escoriações, a sensação do morcego gelado no cotovelo e o sorriso lindo da minha mulher amada que me apoiou nesta farra! A notícia: AMANHÃ TEM MAIS e a Bia vem junto, podia ser melhor???!!!

Já foram 223,5! Agora só faltam 49.776,5!!!